Ética: Coerência entre discurso e prática

Neste ano de 2005 assumi a presidência da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa e como parlamentar aponto a segurança pública do RS como um dos fatores mais preocupantes para a sociedade gaúcha na atualidade, tanto do ponto de vista social como ético. O povo gaúcho vive num clima de insegurança insustentável, como nunca visto antes. O governo do estado não tem propostas eficazes para combater a crise da segurança pública, não contém a violência nos 496 municípios gaúchos e a cada dia que passa a sensação de insegurança aumenta. Em cada cidade do Estado, hoje, há exemplos da explosão da criminalidade, de pessoas assaltadas, seqüestradas e mortas por absoluta falta de uma política de segurança séria.

Lamento por isso a postura ética do governo Rigotto de não cumprir a sua promessa de valorizar os trabalhadores da segurança em nosso estado e de não devolver a auto-estima para eles. Considero antiética a falta de estrutura de trabalho oferecida aos agentes da segurança, que nem sequer coletes a prova de bala recebem, além da falta de capacitação, atendimento psicológico e de saúde para os servidores da área.

Também destaco como necessária à reflexão sobre ética na política e a atuação dentro e fora do parlamento. É essencial que haja coerência entre discurso e prática do deputado. O parlamentar deve reafirmar em plenário e através do seu voto tudo aquilo que defende em sua base e não apenas quando fala com seus eleitores. O aumento de impostos proposto por iniciativa do governador Rigotto e aprovado pela sua base eleitoral é o mais gritante exemplo entre discurso e a prática.

É por isso que ao contrário do governo atual, temos a convicção de que o governo Olívio Dutra é lembrado como referência ética para os trabalhadores. Ele foi coerente com seu discurso e sua prática, fomentando a política de participação popular e demonstrando o respeito e o compromisso com aqueles que mais precisam. O Seguro-Agrícola Familiar, a habitação, a educação de jovens e adultos MOVA e a criação de programas de alto alcance social como: família cidadã, o primeiro emprego e o Mais alimento são demonstrações da coerência política que é, em síntese, tudo aquilo que propomos.

(*)Dionilso Marcon é agricultor assentado e deputado Estadual pelo PT. Preside a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do RS

 

 

Publicado em 24/05/2005 às 00:00

Dionilso Marcon *

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