Mulher: força, coragem e luta

Há 148 anos, no dia 8 de março de 1857, teve lugar aquela que terá sido, em todo o mundo, uma das primeiras ações organizadas por trabalhadoras. Centenas de mulheres das fábricas de vestuário e têxteis de Nova Iorque iniciaram uma marcha de protesto contra os baixos salários, a jornada de 12 horas diárias e as más condições de trabalho. Durante a greve, um incêndio causou a morte de 129 manifestantes.

A partir desse episódio, nesta data as mulheres realizam manifestações e mobilizações chamando atenção da realidade vivida pelas trabalhadoras. O Movimento de Mulheres Camponesas/RS, que sofre com os familiares as conseqüências de uma prolongada seca, participa de ato em Porto Xavier, RS, momento em que será lançada a Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade. O documento terá participação de mulheres do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Em Porto Alegre a CUT chama as mulheres para uma vigília e uma marcha até a Esquina Democrática. Em vários outros municípios ocorrem atos e manifestações chamando atenção da realidade cruel que atinge as mulheres. A jornada de trabalho, especialmente na zona rural, é dupla. A maior parte delas, além de participar da lida na lavoura, desdobra-se na dupla jornada dos afazeres domésticos cuidando da limpeza, alimentação, vestuário, etc. No meio urbano, a mulher ainda não tem seu papel reconhecido, sendo preterida em cargos e funções.

O Brasil ainda têm muito a crescer visando resgatar a dignidade da mulher. A mulher conquistou o direito ao voto em 1932 e direitos sociais com a Constituição de 1988, quando garantiu importantes avanços na legislação previdenciária, como a aposentadoria rural, salário-maternidade, auxílio doença, auxílio acidente de trabalho, aposentadoria por invalidez, pensão por morte, 13º salário ou abono anual.

Uma preocupação constante deve voltar-se para a necessidade de alterar o atual quadro de preconceito e violência que atinge a mulher no lar. Tem crescido o número de mulheres vítimas de maus tratos no seio das famílias, com agressões físicas e morais. De acordo com estimativas da Anistia Internacional, cerca de dois bilhões de mulheres são anualmente submetidas a agressões. Dados apontam que 66% das vítimas de agressão na família são mulheres e quase sempre o agressor é homem, muito freqüentemente o marido. Uma em cada 5 mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de violência, sendo 16% violência física, 2% violência psíquica e 1% assédio sexual. Espancamento com cortes, marcas e fraturas já ocorreram em 11% das mulheres. Entre nós, as Delegacias da Mulher têm sido espaços importantes de acolhimento e investigação de denúncias. A violência envolve também o tráfico de mulheres e meninas para escravidão em empregos humilhantes onde sofrem exploração sexual.

Embora a realidade venha mudando, a mulher ainda sofre discriminação e é para lutar contra esta realidade que as mulheres estão na rua neste dia a elas dedicado.

(*)Dionilso Marcon, presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da AL-RS

 

 

Publicado em 07/03/2005 às 00:00

Dionilso Marcon *

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