Separando o joio do trigo (Ou para não

confundir rádio pirata com rádio comunitária)

Apesar do velho dito popular que é preciso separar (sempre) o joio do trigo, mesmo se confessando cristãos, existem aqueles que não aprendem a distinguir pecado de virtude. Há sempre os que temem o debate livre, democrático, de confrontos de idéias, escondendo-se atrás de coisas que leram, mesmo não estando escritas. Não vão campo dos outros por medo de se contaminar. Preferem o discurso fácil da afirmação dos nossos para os nossos. Tal qual o deputado estadual Dionilson Marcon(PT) eu também entendo que a democratização da informação constitui um elemento insubstituível da democracia partidária e da construção de uma sociedade democrática...

Em nenhum momento de minhas falas públicas ou privadas comparei rádios comunitárias com rádios piratas. Em recente encontro da AGERT - Associação Gaúcha das Emissoras de Rádio e Televisão - fiz questão de salientar que meu método de trabalho tem sido ( especificamente foi na minha gestão na Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio de Porto Alegre) o de separar o joio do trigo. Nunca confundi um artesão, um camelô com vendedores de produtos piratas com transgressores da lei, como são os vendedores de Vales Transportes, de CDs, de óculos e relógios em Porto Alegre. Atrás de um artesão e um camelô honesto existe a força de vontade de viver e sobreviver decentemente, mas por trás da pirataria existe o crime organizado.

É lícito buscar o registro de uma rádio comunitária se a fonte do desejo for um grupo de pessoas, de uma comunidade, de uma associação civil carente de espaço de manifestação, afirmação e de comunicação com seus pares. Mas que uma comunidade não sirva de laranja para algum indivíduo que deveria registrar uma rádio sua.

Hoje, infelizmente, há rádios travestidas de comunitárias, e o deputado bem as conhece. Estas são piratas sim, não há como conciliar com trambicagens. Afinal de contas nosso partido sempre se colocou contra a lei de Gerson. Nosso parâmetro não é o Zeca Pagodinho, nem é verdadeiro que todo o Xerém pensa como ele.

Existia e ainda existe uma terrível burocracia para registrar e portanto legalizar uma rádio, seja com fito comercial ou comunitária, pois neste país os donos do poder são ágeis para liberar qualquer coisas para seus amigos e compadres. Ainda há senadores(as), deputados(as), que em Brasília, como aqui, que não buscam soluções globais, mas procuram alcançar interesses particulares. E mesmo com a transparência do atual governo, Lula não consegue expurgar toda a sujeira dos escaninhos governamentais de uma hora para a outra.

Para aqueles(as) que não leram o que escrevi e nem ouviram o que falei, quero dizer que defendi e defendo as rádios comunitárias e digo que eu não jogaria minha combativa trajetória de luta pela democracia pela janela para agradar este ou aquele ou para aparecer na mídia.

E se quisermos debater o tema dos monopólios estou pronto para terçar as armas do bom argumento. Pois contra a corrente, tenho combatido os megaempreendimentos e sua atividade predatória.

Em qualquer lugar, se convidado, estarei presente para expor idéias e jamais me pautarei por preconceitos.

(*) Adeli Sell foi vereador e Secretário Municipal da Produção, Indústria e Comércio de Porto Alegre.

 

 

Publicado em 12/04/2004 às 00:00

Adeli Sell *

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