Reforma Agrária: o Brasil só tem a ganhar

Com a desapropriação de uma extensão significativa de terras improdutivas no Rio Grande do Sul, o governo federal iniciou o seu programa de Reforma Agrária. A disponibilização para fins de assentamento de 13.222 hectares, no município de São Gabriel, é a afirmação do compromisso do presidente Lula com a justiça e o desenvolvimento no campo e com o combate à fome. Esta área poderá abrigar 530 famílias. Em pouco tempo, lavouras de feijão, milho e soja e rebanhos diversos poderão ocupar os campos vazios. Em qualquer hipótese, o assentamento permitirá uma produtividade duas vezes maior do que a propagandeada pelos grandes proprietários.

O processo para desapropriação desta área estava em Brasília desde 2001, quando os funcionários do INCRA foram a campo, localizaram as terras e concluíram que ela deveria ser destinada à reforma agrária. Enquanto isso, só no Rio Grande do Sul, cerca de duas mil famílias vivem acampadas enquanto aguardam para serem assentadas. No Brasil, são mais de 67 mil famílias em 300 acampamentos. A decisão do governo federal, portanto, é uma resposta a esta situação, que só traz tristeza para todos os gaúchos. A medida adotada agora mostra que é possível fazer a reforma agrária no Brasil. Basta vontade e disposição política.

Mas a desapropriação dessas terras não é a única boa notícia para a agricultura do país. O presidente já revelou que, no próximo ano, serão destinados R$ 5,5 bilhões para fortalecer a agricultura familiar em todo o Brasil, o dobro do que foi liberado para a safra deste ano. Até o final deste mês, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, também vai anunciar a liberação de R$ 340 milhões para o novo crédito fundiário. Percebe-se, assim, que o governo Lula fará muito mais do que simplesmente assentar novos agricultores.

A última grande desapropriação feita pelo governo federal no Rio Grande do Sul já completou 20 anos. Quem teve a oportunidade de conhecer a Fazenda Anoni, em Ronda Alta, antes e depois do assentamento, sabe que o município de São Gabriel e a região da Fronteira-Oeste, assim como Brasil, só terão a ganhar: com a reforma agrária, gera-se mais empregos, mais alimentos, mais desenvolvimento, mais justiça, mais segurança e mais qualidade de vida. O governo Lula está de parabéns e o Rio Grande vai ficar muito mais feliz.

 

 

Publicado em 04/07/2003 às 00:00

Dionilso Marcon é assentado no assentamento Capela em Nova Santa Rita (RS) e deputado estadual do PT/RS

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