Marcha por terra, trabalho e

desenvolvimento do Estado

Lideradas pelo MST, mais de 2.500 famílias de sem-terra estão em marcha pelo Rio Grande do Sul rumo à fazenda Guerra, em Coqueiros do Sul. Querem debater com a sociedade a necessidade e a viabilidade da reforma agrária no Brasil.

No RS, podemos comparar os dois modelos agrários existentes. O primeiro baseado na concentração de terras e no latifúndio, representada pela fazenda Guerra. O segundo modelo assenta-se nos pilares da reforma agrária, representada pela fazenda Anoni, ocupada em 1985.

Localizada na região norte do RS a fazenda Guerra ocupa 30% do município de Coqueiros do Sul, gera dois empregos direitos e vinte empregos temporários. A fazenda não possui nenhuma escola e sua produção (milho, soja e gado) é destinado unicamente para exportação e toda a riqueza produzida se concentra nas mãos de uma única família.

A fazenda Anoni também na região norte do RS é um símbolo da luta pela terra no Brasil e um exemplo a ser seguido, no que diz respeito à produtividade e à viabilidade econômica. Desde a sua ocupação, em 29 de outubro de 1985, contraria os argumentos do latifúndio e de seus representantes contra a Reforma Agrária. Agricultores e agricultoras assentadas, junto com seus filhos alavancam economicamente toda uma região, além do crescimento social nesses 22 anos da posse da terra.

Na Anoni são 420 famílias assentadas que produzem anualmente 20 mil sacas de trigo, 6 milhões de litros de leite, 150 mil sacas de soja, 35 mil sacas de milho, 45 toneladas de frutas, 800 cabeças de gado, 5 mil cabeças de suínos e 10 mil quilos de hortaliças. Toda essa produção gera renda, movimenta a economia e o comércio da região. A riqueza gerada é partilhada para todos e redistribuída na região por meio de aquisição de outros produtos no comércio.

Além da produção, há uma outra grande diferença entre a Anoni e a Guerra: na Anoni foram erguidas seis escolas que atendem mais de 400 crianças. São os filhos de assentados que, hoje, recebem a oportunidade de crescer e estudar dignamente, mantendo-se no campo, longe das periferias das grandes cidades e com expectativa de um belo futuro para elas.

A conquista da terra e a desapropriação dos grandes latifúndios é apenas uma etapa. O fim dos latifúndios representa também um leque de oportunidades sociais e econômicas para as famílias acampadas e para o fomento do desenvolvimento econômico de toda uma região. Mais de 23 prefeitos da região assinaram documento favorável à desapropriação imediata dessa área.

A reforma agrária faz bem ao nosso Estado e ao nosso país. Queremos muito mais que produzir, queremos escolas para nossas crianças; queremos estradas decentes para nossos agricultores; queremos distribuição de renda e desenvolvimento econômico para cidades e regiões onde há assentamentos; queremos o fim do atraso econômico imposto pelo latifúndio; queremos que todos tenham voz.

Todos sabem que o latifúndio concentra o lucro e a renda em seus proprietários, que aumenta a desigualdade social, que estimula o êxodo rural e aumenta a disputa do mercado de trabalho nos grandes centros urbanos, gerando mais desemprego.

A riqueza de nossa terra é de todos nós, e é nisso que acreditamos, é por isso que lutamos.

 

 

Publicado em 18/09/2007 às 12:19

Dionilso Marcon

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