Mais compromisso com o meio ambiente e

menos cinismo

A busca do lucro fácil e a qualquer custo, numa sociedade capitalista onde a febre consumista é um valor cultural, fez com que o comprometimento das reservas ambientais chegasse ao limite do esgotamento e, hoje, coloca em risco o planeta e o futuro da humanidade. Países europeus que já esgotaram suas fontes naturais foram os primeiros a se darem conta da gravidade do problema.

Por influência deles a ONU patrocinou o Tratado de Kyoto, que é um compromisso para a redução da emissão de gases com o objetivo de reduzir o aquecimento global. Este tratado que o Governo Americano, fiel a sua tradição imperialista, se nega a assinar. Em outras palavras: o governo americano assegura aos industriais americanos o direito de continuarem poluindo livremente, ignorando o esforço mundial expresso no Tratado de Kyoto.

A crescente consciência ambiental no continente europeu intensificou o movimento de capitais para transferir ''atividades sujas'' para países do terceiro mundo. O Brasil tem sido ''premiado'' com estes investimentos. Grandes empresas produtoras de suínos (atividade duramente controlada na Europa) estão se instalando no Centro Oeste brasileiro. No setor da avicultura se observa o mesmo movimento, sendo que não faz muito uma renomada empresa francesa adquiriu uma indústria avícola gaúcha. E agora, está vindo uma empresa finlandesa para comprar mais de trezentos mil hectares e neles plantar eucalipto e pinus para produzir pasta de celulose para a exportação. Esta empresa que foge do rigor das leis da Finlândia, aqui desrespeita até mesmo a lei de fronteiras e ainda não quer se submeter ao zoneamento ambiental que aponta os locais onde estes plantios são permitidos.

Em face desta situação onde fica evidente o esgotamento da natureza de um lado e de outro a indiferença e omissão dos interesses do capital, mais do que nunca se impõe o papel regulador e normatizador do Estado. O Estado moderno é o estado que assegura qualidade de vida para seus cidadãos e para as gerações futuras.

Aqui em nosso Estado, esse papel foi relegado a um segundo plano. O governo Yeda é subserviente aos interesses das grandes empresas poluidoras e deseja passar por cima do zoneamento ambiental para liberar os plantios de lavouras de pinus e eucalipto. É um governo na contramão da história, da tradição e do pioneirismo na preservação ambiental. O Rio Grande foi pioneiro na implantação da lei estadual de agrotóxicos na década de 80, seguido do Código Florestal e do Código do Meio Ambiente, entre outros. Foi também o primeiro estado a fechar uma poderosa fábrica de celulose para que essa se adaptasse as exigências de antipoluição, do ar e da água do lago Guaíba.

O dia mundial do meio ambiente está cada vez mais assumindo um ar de cinismo. É um dia em que as grandes empresas poluidoras pagam apedidos nos jornais, chamadas nas rádios e nas grandes redes de TV se dizendo defensoras do meio ambiente, mas na calada da noite tomam terras indígenas e substituem matas nativas por verdadeiros desertos verdes. Têm algumas que até fazem distribuição gratuita de mudas de árvores nativas para adultos e criancinhas, a fim de parecerem ecologicamente corretas. A grande mídia, cuidando para não perder esses poderosos anunciantes, reforça massivamente a idéia de que o meio ambiente é uma responsabilidade igual para todos. Sabemos que não é. Há governantes que deveriam fazer cumprir as leis ambientais e fortalecer suas instituições que fiscalizam a política de meio ambiente e não o fazem. Empresas que deveriam implantar uma política antipoluição e cumprir os trâmites exigidos pela legislação ambiental e não cumprem. Há instituições privadas que oferecem pequenos mimos aos políticos com objetivos opacos.

É neste contexto nebuloso que nós, trabalhadores e trabalhadoras, do campo e da cidade, devemos nos unir e lutar pela defesa do futuro do nosso planeta.

Contra o deserto verde !

Pela preservação dos recursos hídricos !

Por homens e mulheres vivendo em harmonia com a natureza !

 

 

Publicado em 05/06/2007 às 16:55

Dionilso Marcon

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