E o Rio Grande governador?

O governador Rigotto está sendo questionado pela sociedade gaúcha a respeito dos compromissos que assumiu junto à população quando da sua eleição. Sua receita à época era simples e continha uma fórmula rápida e mágica: valorizar os servidores públicos, construir um posto de saúde a cada quilômetro e dar segurança aos gaúchos. No entanto, até agora, nada disso foi posto em prática, mas ele já abraça outro projeto pessoal, ser candidato a presidente.

Na sua cruzada nacional tem o objetivo de vencer as prévias do seu partido e garantir a disputa à presidência da República. Se a sua intenção é realmente séria, entendo que o governador, antes de tudo, deveria prestar contas da sua gestão a frente do Estado e utilizar os meses que lhe faltam para concluir seu mandato para melhorar os péssimos indicadores sociais e econômicos da sua gestão. É lastimável que o governo Estadual apenas simule enfrentar os problemas sociais e econômicos do Estado.

Como se isso não bastasse, sua gestão agravou o quadro econômico e social do RS quando fez aprovar na Assembléia Legislativa em 2004 o aumento do ICMS para 30% sobre as contas da luz, telefonia e combustíveis dos gaúchos. Em apenas um ano o governo que prometeu não aumentar impostos arrecadou R$ 1 bilhão a mais com o tarifaço em 2005. Esses recursos não foram investidos nas áreas sociais, nem na execução das obras votadas pela população na Consulta Popular, nem no fomento da agricultura familiar. A devolução da auto-estima aos servidores públicos, e a segurança dos gaúchos ficou mesmo no discurso de palanque.

Rigotto também é implacável com os trabalhadores da iniciativa privada, pois nos últimos dois anos achatou o salário mínimo regional, repondo apenas a inflação sem conceder aumento real do salário como o fez governo Lula na esfera federal e também o Olívio Dutra na gestão anterior. A CUT, os trabalhadores e os sindicatos já se mobilizam e exigem para 2006 que na reposição do salário mínimo regional ocorra ganho real de salário e a antecipação do pagamento para abril.

Cabe registrar que no quesito Segurança Pública é visível o desmantelamento promovido nesses três anos. O caos tomou conta de pequenas e médias cidades e a criminalidade já está fora de controle nas grandes metrópoles. O trabalhador conta apenas com a sorte de não ser a próxima vítima da violência ou são obrigados a seguir as determinações impostas por marginais, que recebem pedágios para dar proteção aos trabalhadores. Como se isso não bastasse, a falta de um comando das forças de segurança pública, a falta de planejamento estratégico no setor e a incompetência da gestão Rigotto na segurança pública apenas leva tristeza e dor para as famílias que perdem seus entes queridos vítimas da violência. A iniciativa do governador em se candidatar a candidato deveria ser precedida de um pedido de desculpas ao povo gaúcho que acreditou em suas promessas.

Dionilso Marcon é agricultor, deputado estadual pelo PT e presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do RS.

 

 

Publicado em 27/01/2006 às 17:56

Dionilso Marcon

Compartilhar

Deputadas Estaduais

Stela Farias

Líder da Bancada

Stela Farias

Miriam Marroni

Vice-líder Partidária

Miriam Marroni

 

Deputados Estaduais

Edegar Pretto

Presidente da Assembleia Legislativa

Edegar Pretto

Luiz Fernando Mainardi

Vice-líder da Bancada

Luiz Fernando Mainardi

Tarcísio Zimmermann

Líder Partidário

Tarcísio Zimmermann

Endereço: Praça Marechal Deodoro, 101/506 - Porto Alegre-RS - Fones: (51)3210-2913 (Bancada) e (51)3210-1123 (Imprensa)
ptsul@ptsul.com.br

Projetado, desenvolvido e mantido pela coordenadoria da Bancada do PT/AL-RS

Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 3.0 Adaptada